quinta-feira, 29 de julho de 2010

Existência

No ato de pensar
Estreitas paredes de delírios
Trazem o eterno desejo de ser sol
Estrela maior que moldura o universo
E produz tons descompassados
Linguagens que vestem
A lucidez ancorada no avesso das palavras
Mas ainda assim se senti medo
Por não dominar tamanha explosão natural
Dentro de si chamada "felicidade"
E ao inves de ressurgir da morte
Toma como destino a fuga
No colo do nada
Cercado por uma tristeza sem fim
Para que ainda no vazio
Viva!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mudança das Estações


As janelas estão a anunciar
Com o canto do vento
Que o inverno deseja
Um pouso em nossas vidas
Ensinar a sincronia das estações
É preciso aquecer os corações
Para que na entrada da primavera
A beleza das flores seja compreendida
O sol possa surgir e irradiar a natureza
É no verão que os raios solares
Elevam a temperatura
A fim de despertar a consciência que
Incessantemente hiberna
Sem lutar pela vida
No outono a linguagem das flores
Agitam-se ao descer o solo
Na expectativa de deitar-se
Em sua cama fértil
Mas assustadas imediatamente
Mudam de cor ao ver sua face
Soterrada num ciclo de contaminação
Que a deixam desfigurada.

Encontro

Quero ver exalar
Entre os pontos extremos
Que nos separam
A verdade que se faz presente
Não sois meu
Assim como também não pertenço a ti
Somos como o sol e a lua
Existimos em tempos opostos
E quando nos aproximamos
Descobrimos num eclipse
Que um encontra no outro
O sentido
Da vida...


sábado, 8 de maio de 2010


De perto

Entre as estrelas

Busco refúgio

Uma forma real de te encontrar

Algo mais que poesia

Transformar

O tempo e o espaço

Talvez um pouco

De arte

No descaso de sonhos

E ilusões meramentes

Eternas

Em corações que cantam

Notas de amor

Por trás de versos

Ainda desconhecidos

Presos

Próximos à alma

No universo

Da eterna vida

Que repousa

Entre as estrelas.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Viajar

Quero subir
E descer a imaginação
Pousar nas asas
Acirradas da paixão
Sem negar os estragos
As imperfeições
Que agridem meu ser
Implodir-me
Seria a saída
Mais fácil
Mas o peso
Constante dos olhos
Me tornaria
Vitíma de mim mesmo
Sem argumentos
Para Justificar
Minha completa
Incapacidade
De me encontrar
Além do superficial
No mais profundo mar
De desejos que extrapolam
Os arranjos do meu corpo.

sábado, 25 de julho de 2009

Simples Apelos


Eu não pedi pra te ouvir
Mas meu coração
Fala aos meus pensamentos
Desorienta minha alma
Grita numa linguagem doce
Com seu pulsar
Emite notas de amor para que
Seja atendido
E dizer não mesmo que com versos sublimes
É o mesmo que calar o sentido da vida...

Eu não pedi pra te desejar
Esperava escalar dentro de mim
Paz em formar de maresia
Plenitude em traços dispersos
Ao invés disso instala-se
Todos os dias nos Alpes das minhas alegrias
Um verdadeiro Arsenal de emoções
Que alojado no meu coração
Flutua quando teus sorrisos
Surgem para clarear meus dias.

Eu não pedi pra te amar
Foi um sonho esculpido ao vento
Sem inspiração
Repleto de ondas
Desgovernadas de paixão
Que sugam meu ar
Edificam túneis de orvalho
Incapazes de me deixar viver sem você
Numa manhã de verão.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pensamentos Reversos


Assim
Foi se desabrochando
Foi eu e você existindo
Ganhando vida
Sem ao menos eu perceber.

De lá para cá
Tudo foi se renovando
Cada detalhe
Cada gesto
Um novo sentido.

A dinâmica do amor
Transforma-se
Sem palavras
Sem apelos
Apenas um novo recomeço.

Você é a minha outra metade
A parte de mim
Que desconheço
E que agora passo a descobrir.

Tudo tem a sua hora
Qualquer que seja a travessia
Você desenha meus pensamentos
Apenas com um olhar.

Quem sou eu

Minha foto
Sou uma eterna apaixonada pela magia das palavras, percorro linhas de imaginação que insistem em me deixar ecoar por de traz de singelos textos, em volta de pleno mistério insóluto expresso na tentativa de viver na linguagem daqueles que como eu buscam se encontrar.